terça-feira, 2 de julho de 2013

Educação e síndrome de Down

Uma boa educação é um bem enorme que produz benefícios pessoais durante toda a vida. Isso não é diferente para pessoas com síndrome de Down. Além de transmitir conhecimentos acadêmicos, a escolarização é um passo fundamental no desenvolvimento psicoafetivo e no processo de socialização. Conviver com pessoas de diferentes origens e formações em uma escola regular e inclusiva pode ajudar ainda mais as pessoas com síndrome de Down a desenvolverem todas as suas capacidades.

Antigamente, acreditava-se que as pessoas com síndrome de Down nasciam com uma deficiência intelectual severa. Hoje, sabe-se que o desenvolvimento da criança depende fundamentalmente da estimulação precoce, do enriquecimento do ambiente no qual ela está inserida e do incentivo das pessoas que estão à sua volta. Com apoio e investimento na sua formação, os alunos com síndrome de Down, assim como quaisquer outros estudantes, têm capacidade de aprender.

É importante destacar que cada estudante, independentemente de qualquer deficiência, tem um perfil único, com habilidades e dificuldades em determinadas áreas. No entanto, algumas características associadas à síndrome de Down merecem a atenção de pais e professores, como o aprendizado em um ritmo mais lento, a dificuldade de concentração e de reter memórias de curto prazo. Na seção Dicas para pais e educadores, você encontra diversas sugestões para facilitar a aprendizagem de pessoas com deficiência intelectual. Além disso, é possível encontrar orientações de acordo com a etapa da vida escolar nas seções Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Outra fonte de informações muito útil é o projeto Diversa, especializado em educação inclusiva. No site da organização, é possível ter acesso a estudos de caso, vídeos, relatos de educadores, artigos, notícias e outros materiais de referência.

Educação inclusiva no Brasil

Seguindo os preceitos constitucionais de que toda criança tem direito inalienável à educação, a política na área da educação pública no Brasil nos últimos anos tem sido a inclusão dos estudantes com síndrome de Down e outros tipos de deficiência na rede regular de ensino, com um crescimento significativo do número de matrículas nos últimos anos. No entanto, nem sempre esta inclusão se dá de maneira satisfatória: geralmente faltam recursos humanos e pedagógicos para atender às necessidades educacionais especiais dos alunos. Mas nota-se que esta prática é generalizada e não ocorre por discriminação. A escola pública brasileira tem que melhorar muito, e acreditamos que a prática inclusiva pode contribuir para alcançarmos uma escola de qualidade para todos.

Algumas escolas particulares estão enfrentando dificuldades para modificar seu funcionamento e atender da melhor forma possível as necessidades de seus estudantes, com ou sem deficiência. No caso de pais de alunos com deficiência intelectual, os obstáculos aumentam – frequentemente, eles têm que pagar para que profissionais acompanhem seus filhos durante as aulas. Isso não está correto, assim como a postura de determinadas escolas que se recusam a matricular crianças e jovens com síndrome de Down alegando a falta de preparo para recebê-los.

O artigo 8º da Lei 7.853/89 especifica que recusar a inscrição de um aluno em qualquer escola, seja pública ou privada, por motivos relacionados a qualquer deficiência, é crime. Além de receber uma multa, os diretores ou responsáveis pela escola que se negar a matricular pessoas com deficiência podem ser punidos com reclusão de um a quatro anos.

Se a escola primária inclusiva no Brasil está apenas engatinhando, o ensino médio e o superior constituem um grande desafio. Ao mesmo tempo em que os alunos com síndrome de Down vão finalmente encontrando espaços para progredir e avançar na sua educação, as escolas e universidades precisam se adequar a esta nova situação. É possível notar que cada vez mais jovens com síndrome de Down concluem o Ensino Médio, com ou sem adaptações curriculares. Atualmente, existem pelo menos 20 brasileiros com síndrome de Down cursando o Ensino Superior em cursos não adaptados.

Fonte: http://www.movimentodown.org.br/educacao/educacao-e-sindrome-de-down/#sthash.ZFnW0NSQ.dpuf

Distúrbios de linguagem - DISLEXIA

Dislexia é um transtorno genético e hereditário da linguagem, de origem neurobiológica, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico. A dislexia compromete a capacidade de aprender a ler e escrever com correção e fluência e de compreender um texto. Em diferentes graus, os portadores desse defeito congênito não conseguem estabelecer a memória fonêmica, isto é, associar os fonemas às letras.
De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial, pode manifestar-se em pessoas com inteligência normal ou mesmo superior e persistir na vida adulta.
A causa do distúrbio é uma alteração cromossômica hereditária, o que explica a ocorrência em pessoas da mesma família. Pesquisas recentes mostram que a dislexia pode estar relacionada com a produção excessiva de testosterona pela mãe durante a gestação da criança.
Sintomas
Os sintomas variam de acordo com os diferentes graus de gravidade do distúrbio e tornam-se mais evidentes durante a fase da alfabetização. Entre os mais comuns encontram-se as seguintes dificuldades: 1) para ler, escrever e soletrar; 2) de entendimento do texto escrito; 3) para de identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações; 4) para decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia); 5) ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas (disgrafia); 6) de organização temporal e espacial e coordenação motora.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por exclusão, em geral por equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista). Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem.
É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce para evitar que sejam atribuídos aos portadores do transtorno rótulos depreciativos, com reflexos negativos sobre sua auto-estima e projeto de vida.
Tratamento
Ainda não se conhece a cura para a dislexia. O tratamento exige a participação de especialistas em várias áreas (pedagogia, fonoaudiologia, psicologia, etc.) para ajudar o portador de dislexia a superar, na medida do possível, o comprometimento no mecanismo da leitura, da expressão escrita ou da matemática.
Recomendações
* Algumas dificuldades que as crianças podem apresentar durante a alfabetização só ocorrem porque são pequenas e imaturas e ainda não estão prontas para iniciar o processo de leitura e escrita. Se as dificuldades persistirem, o ideal é encaminhar a criança para avaliação por profissionais capacitados;
* O diagnóstico de dislexia não significa que a criança seja menos inteligente; significa apenas que é portadora de um distúrbio que pode ser corrigido ou atenuado;
* O tratamento da dislexia pressupõe um processo longo que demanda persistência;
* Portadores de dislexia devem dar preferência a escolas preparadas para atender suas necessidades específicas;
* Saber que a pessoa é portadora de dislexia e as características do distúrbio é o melhor caminho para evitar prejuízos no desempenho escolar e social e os rótulos depreciativos que levam à baixa-estima.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/letras/d/dislexia/

sábado, 26 de maio de 2012


Na semana passada fiz uma síntese desta fase magnífica da vida humana, que chamamos de infância. Agora, veremos o primeiro período que compreende de 0 aos 3 anos de idade. Neste período o ser pequenino requer um cuidado muito especial; orientação e estímulos sempre que estiver acordado. A sua aprendizagem e desenvolvimento necessitam de exemplos, ações e atitudes como: Tocar, segurar, confortar, embalar, cantar e falar são atos que poderão parecer insignificantes para os adultos, porém, surpreendentes aos pequeninos. Estes gestos, são os melhores brinquedos e artimanhas natural de brincar com o bebé ou acalmar uma criança perturbada. Mas, estas interacções são mais do que isso. Proporcionam exatamente o estímulo que seu cérebro em crescimento necessita. 

As carícias afetuosas e as palavras de incentivo dizem ao seu bebé que ele é especial. E quando o bebê se sente amado por ser quem é, aprende também a amar os outros da mesma forma. Por volta desta idade, as crianças começam a desenvolver o sentido do “eu” e partilhar pode ser particularmente difícil. A criança sabe o que quer e quando o quer, mas o seu cérebro ainda não consegue decifrar totalmente os sentimentos ou pontos de vista das outras pessoas. 

Embora as crianças possam compreender o que diz quando lhe pedem para não tirar algo da mão de outros, é difícil não agir de acordo com os seus impulsos. Pense como é difícil para si, um adulto maduro, evitar comer os tão desejados chocolates assim que decide entrar em dieta. O controle dos impulsos no adulto é testado pontualmente; nas crianças, este teste surge várias vezes por dia. A capacidade de exercer um maior auto-controle vem com o tempo, o amadurecimento do cérebro, a prática constante e com a ajuda de adultos afetuosos em sua educação. 

Ao orientar crianças pequenas a identificar os seus sentimentos e mostrar-lhes, e preciso praticar para que possam aprender, como controlar os seus impulsos. Tal ensinamento, precisa ser repetido sempre que houver uma situação problema. Esse aprendizado só irá ocorrer de forma independente ao longo da vida, ou seja, quando atingir outro período da infância . 

Algumas formas de ajudar as crianças a controlar os seus impulsos e a resolver conflitos: 

Proporcione uma boa, e vasta orientação, busque leituras que auxiliem ou profissionais qualificados; 

Compreenda que as crianças estão menos dispostas a obedecer quando estão cansadas ou não se sentem bem, portanto, lembre que criança não é adulto; 

Utilize elementos de distração e brincadeiras para acalmar quando necessário e evite disputas; 

Tenha um comportamento social positivo e uma atitude de partilha nas suas interações diárias com as crianças e os adultos do seu meio. 


Papai e Mamãe, para que eu possa ser saudável preciso: 

De alimentos saudáveis para uma boa formação física e obter os nutrientes que necessito para minha saúde; 

Ganhar carinho, ouvir sua voz, receber carícias desde o ventre materno. Isso me dá segurança e prova que me desejam; 

Ao viver turbulências emocionais ter a tranqüilidade de resolvê-las, me ensina a ser resiliente; 

Entender que existe emoções ruins e boas, porém a certeza que tudo passa; 

Saber controlar meus impulsos. Aprenderei com papai e mamãe; 

Poder me mostrar ao mundo sem medo ou vergonha. Irei fazer parte dele; 

Que minha família num esforço por amor, elimine qualquer vício; 

Viver e sentir um ambiente de muita harmonia seja onde for. Que os adultos saibam resolver os problemas com inteligência e discernimento, sem prejudicar a infância de todo ser. 

É preciso olhar nos olhos da criança, passar certeza do amor pela vida, independente dos percalços da vida. Ensiná-los desde pequeninos, que tropeçar, cair e se machucar não é feio nem vergonhoso, porém ter a coragem de parar, levantar e medicar o machucado. É uma grande virtude que poucos adultos carregam em seus corações. 

Ensinar uma criança a reconhecer seus erros e fraquezas é consolidar seu terreno emotivo; é ensinar a ser humano nos altos e baixos da vida. Afinal, o mundo preciso de seres humanos capazes de viver, perdoar e amar verdadeiramente. Só assim, poderemos diminuir os altos índices de depressão. 

Com muito carinho! 
Marlene Gonzatto 
Psicopedagoga Clínica e Institucional 
ABPp-SC 326/2008